Entender, hoje por hoje, no mundo empresarial, o marketing digital como um ramo do marketing é algo como estar á beira de um precipício do Grand Canyon (Arizona) e decidir dar um passo em frente sem um wingsuite. Não que a vertigem do momento não possa ser alucinante, mas seguramente não vai durar muito.
Assumir o digital como o “futuro”, é não perceber a lógica do passado, mas sobretudo não enfrentar a realidade do presente: A essência do marketing actual é, apenas e só, digital. Todas as restantes formas de falar com o mercado são em 2017, essas sim, ramos do marketing; vertentes diferentes, ramificações.
Retiremos o “analógico” ao marketing e perceberemos o mercado. Aliás, façamos isso e será o mercado a entender-nos.
Aprendemos na escola primária que um pleonasmo é uma figura de linguagem usada para intensificar o significado de um termo através da repetição da própria palavra ou da ideia contida nela. Esta palavra – Pleonasmo – tem origem no latim “pleonasmu” e significa redundância:
Subir para cima, entrar para dentro, adiar para depois, encarar de frente, gritar alto, panorama geral, ver com os próprios olhos,... marketing digital!
A utilização excessiva de palavras para expressar um ponto de vista e enfatizar o que está a ser dito, tem em 2017 no marketing digital o seu expoente máximo.
Não perceber na realidade empresarial de hoje (independentemente do core business) que dizer “marketing digital” é uma figura de estilo supérflua e um verdadeiro pontapé na gramática, é ficar agarrado ao passado de ceroulas e não perceber o dress code do mercado.
Criemos a vertente do marketing analógico, de igual forma importante e que nos merece seguramente reflexão. Entendamos a vertente retro do marketing como algo fundamental e a ter muito em conta aquando de uma qualquer estratégia de comunicação. Percebamos a subtileza do marketing analógico e tudo de bom que dele poderá advir. Mas tão só isso.
O marketing tem de ser digital (ponto final).
A verdadeira analogia do mercado competitivo e implacável é esta: o digital está para o marketing como o cash-flow positivo para um qualquer negocio. Um sem o outro pura e simplesmente não existem.
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Sandro Pinto
Diretor Estratégico Outglocal
