Artigo de opinião / 27.03.17

Orçamento Base Zero: uma tendência após a crise financeira (R.Damasceno)

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A crise financeira mundial, iniciada no ano de 2008, trouxe às empresas uma maior pressão para crescer e incrementar os seus resultados. A maioria das empresas sentiu necessidade de se reestruturar, o que se traduziu numa maior preocupação em:

  • Aumentar o volume de faturação;
  • Reduzir os custos fixos;
  • Aumentar a margem bruta libertada pelos produtos ou serviços;

Grandes empresas como a Coca-Cola, Burger King, Tim Hortons, entre outras, começaram a aplicar o Orçamento Base Zero, impulsionando o conceito e expondo as vantagens da sua aplicação, independentemente da sua implementação ser feita na vertente pura ou aplicada somente a determinadas áreas, sectores ou projetos de uma organização.

O Orçamento Base Zero é um método orçamental utilizado para auxiliar o planeamento e hierarquização das prioridades de uma organização. Consiste em delinear quanto e quando gastar, de acordo com as metas e objetivos definidos pela organização, justificando todas a despesas.  Podemos afirmar que, no OBZ o caminho passa por deixa de lado, os dados históricos da organização e iniciar assim, uma previsão das despesas e receitas futuras, para o período seguinte, justificando cada rubrica e respetivo valor da mesma a incluir no orçamento.

O OBZ tem como objetivos realizar cortes nos custos que se poderiam classificar como prescindíveis e estabelecer um compromisso com a gestão de topo, a longo prazo, para que todos os níveis hierárquicos sejam envolvidos no processo de tomada de decisão.  Cada gestor tem a obrigação de identificar diferentes alternativas para executar cada atividade, bem como diferentes níveis de esforços para executar cada atividade, procurando assim a otimizar ao máximo os seus recursos.

A implementação do OBZ passa em 1º lugar pela definição dos pacotes de decisão (estes podem ser atividades, funções, ou operação que são avaliados e comparados com alternativas) e numa fase seguinte pela priorização dos mesmos, ou seja, alocação dos recursos as alternativas selecionadas e definição de quais são serão incluídos no orçamento final.

Em suma, o Orçamento Base Zero conduz a um controlo mais apertado sobre os custos e receitas da empresa e consequentemente a um incremento no lucro e resultados da organização. Do mesmo modo, a administração da organização terá um maior domínio de gestão da empresa, essencialmente sobre as áreas criticas do planeamento, uma vez que este modelo produz informação detalhada sobre as atividades/áreas de aplicação.

Raquel Damasceno

Consultor associado 

Outglocal Consulting

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