TLDR: A gestão de redes sociais para empresas envolve estratégia, planeamento, criação de conteúdos, publicação e análise de resultados. O preço varia conforme as plataformas, a frequência e os formatos necessários. Por isso, uma PME deve privilegiar a consistência e os objetivos claros, em vez de publicar apenas por obrigação.
O que é a gestão de redes sociais para empresas?
A gestão de redes sociais para empresas é o processo de planear, criar, publicar e analisar conteúdos em plataformas como Instagram, Facebook, LinkedIn ou TikTok.
No entanto, gerir redes sociais não significa apenas manter os perfis atualizados. Uma gestão profissional deve ligar cada conteúdo a um objetivo concreto, como:
- Aumentar a notoriedade da marca;
- Divulgar produtos ou serviços;
- Gerar visitas ao website;
- Receber pedidos de orçamento;
- Aumentar reservas ou encomendas;
- Reforçar a confiança dos potenciais clientes;
- Apoiar o processo comercial.
Assim, as redes sociais deixam de ser um conjunto de publicações isoladas. Em vez disso, passam a integrar uma estratégia de Marketing Digital 360.
Porque é importante gerir as redes sociais com uma estratégia?
Antes de contactar uma empresa, muitos potenciais clientes consultam o seu website e as suas redes sociais.
Por isso, um perfil desatualizado pode transmitir uma perceção errada sobre o negócio. Imagens pouco profissionais e mensagens inconsistentes também podem reduzir a confiança na marca.
Por outro lado, uma presença coerente ajuda a explicar o que a empresa faz, para quem trabalha e o que a diferencia.
Além disso, as redes sociais permitem criar uma relação mais próxima com o público. Os comentários, as mensagens e as partilhas ajudam a identificar dúvidas, necessidades e objeções.
Ainda assim, estar presente não é suficiente. A empresa precisa de saber porque comunica, com quem pretende falar e que ação espera gerar.
O que inclui a gestão de redes sociais para empresas?
O conteúdo do serviço depende das necessidades da empresa e do âmbito contratado. Contudo, existem algumas áreas essenciais.
Diagnóstico e definição da estratégia
Em primeiro lugar, é necessário analisar a situação atual da empresa.
Nesta fase, devem ser considerados os objetivos comerciais, os públicos prioritários e os serviços que a empresa pretende promover. Também importa avaliar a concorrência e os resultados dos conteúdos já publicados.
Assim, é possível escolher as plataformas, os formatos e os temas mais adequados.
Planeamento editorial
A seguir, é preparado o planeamento editorial. Este documento organiza os conteúdos que serão publicados ao longo do mês.
Em vez de decidir cada publicação no próprio dia, são definidas rubricas e categorias. Por exemplo:
- Produtos e serviços;
- Dicas e conteúdos educativos;
- Projetos realizados;
- Bastidores da empresa;
- Equipa e cultura;
- Testemunhos de clientes;
- Perguntas frequentes;
- Campanhas e datas relevantes.
Deste modo, a empresa evita comunicar apenas promoções. Além disso, constrói uma presença mais útil, credível e diversificada.
Criação dos conteúdos
Posteriormente, começa a produção dos conteúdos.
Esta fase pode incluir textos, design de publicações, carrosséis, stories, vídeos, fotografia, animações e guiões.
No entanto, o conteúdo deve ser adaptado a cada plataforma. Uma publicação para LinkedIn pode exigir uma abordagem diferente de um vídeo para Instagram, mesmo quando o tema é semelhante.
Aprovação e publicação
Antes da publicação, o cliente deve analisar os conteúdos e confirmar se toda a informação está correta.
Por isso, é importante definir quem aprova os conteúdos, quantas alterações estão incluídas e quais são os prazos de validação.
Depois da aprovação, as publicações são programadas ou partilhadas nas datas previstas.
Gestão da comunidade
A gestão da comunidade pode incluir o acompanhamento de comentários, menções e mensagens.
Contudo, o nível de acompanhamento deve ficar claro desde o início. Responder a comentários ocasionais é diferente de assegurar diariamente o atendimento ao cliente nas redes sociais.
Análise dos resultados
Além disso, a gestão não termina quando o conteúdo é publicado.
É necessário analisar os resultados para perceber que temas despertam mais interesse. Também importa identificar os formatos que geram visitas, contactos, reservas ou vendas.
Assim, o planeamento dos meses seguintes evolui com base em dados concretos, não apenas em preferências pessoais.
Como funciona este serviço na prática?
Um processo profissional de gestão de redes sociais para empresas pode ser organizado em seis etapas:
- Reunião de diagnóstico: análise do negócio, dos objetivos, dos públicos e dos perfis atuais.
- Definição da estratégia: escolha das plataformas, dos temas, dos formatos e do tom de comunicação.
- Planeamento mensal: preparação do calendário editorial e distribuição dos conteúdos.
- Produção e aprovação: criação dos textos e elementos visuais, seguida da validação do cliente.
- Publicação e acompanhamento: programação dos conteúdos e acompanhamento das interações.
- Relatório e otimização: análise dos resultados e ajustamento da estratégia.
Na prática, este processo permite trabalhar com maior organização. Além disso, reduz a dependência de publicações improvisadas.
Gestão orgânica e anúncios pagos são a mesma coisa?
Não. Embora possam funcionar em conjunto, são duas áreas diferentes.
A gestão orgânica inclui os conteúdos publicados nos perfis da empresa sem pagamento direto pela sua distribuição. O objetivo é construir presença, confiança e uma relação continuada com o público.
Por outro lado, os anúncios pagos permitem apresentar conteúdos a pessoas que ainda não seguem a marca. Podem ser usados para gerar contactos, promover produtos, aumentar reservas ou levar visitantes ao website.
Ou seja, o conteúdo orgânico reforça a credibilidade da empresa. Já os anúncios aumentam a distribuição e aceleram a chegada a novos públicos.
Também é importante confirmar se a gestão de anúncios está incluída na proposta. Normalmente, o investimento pago às plataformas é separado do valor do serviço.
Quanto custa a gestão de redes sociais para empresas em Portugal?
O preço depende do trabalho incluído. Por isso, duas propostas com o mesmo número de publicações podem representar serviços muito diferentes.
Como referência, uma agência pode cobrar entre 350 e 1.500 euros por mês, segundo um levantamento publicado pela PME Magazine.
Contudo, estes valores são apenas indicativos. O preço concreto depende de fatores como:
- Número de redes sociais;
- Frequência de publicação;
- Quantidade de stories e vídeos;
- Complexidade do design;
- Necessidade de fotografia ou captação de vídeo;
- Redação e adaptação dos conteúdos;
- Gestão de comentários e mensagens;
- Número de revisões;
- Relatórios e acompanhamento estratégico;
- Gestão de anúncios;
- Necessidade de deslocações.
Por isso, comparar propostas apenas pelo número de publicações pode levar a uma decisão errada.
Por exemplo, uma proposta mais económica pode depender totalmente das imagens fornecidas pelo cliente. Outra pode incluir estratégia, produção, captação de imagem, acompanhamento e análise.
O mais importante é perceber exatamente o que está incluído. Também deve ficar claro o que terá de ser assegurado pela própria empresa.
Que resultados devem ser analisados?
O número de seguidores não deve ser ignorado. No entanto, também não deve ser a única medida de sucesso.
As métricas devem estar relacionadas com os objetivos definidos. Entre as mais relevantes encontram-se:
- Alcance das publicações;
- Visualizações de vídeo;
- Visitas ao perfil;
- Comentários e partilhas;
- Conteúdos guardados;
- Cliques no website;
- Mensagens recebidas;
- Pedidos de informação;
- Marcações ou reservas;
- Pedidos de orçamento;
- Vendas geradas.
Assim, uma publicação com poucos gostos pode ter valor se gerar um contacto comercial qualificado.
Quando deve uma empresa contratar este serviço?
A contratação pode fazer sentido quando a equipa não tem tempo para manter os perfis atualizados.
Além disso, deve ser considerada quando os conteúdos são publicados sem planeamento ou a comunicação não é consistente.
A gestão profissional também pode ajudar quando:
- Faltam competências de design, redação, fotografia ou vídeo;
- A empresa não analisa os resultados;
- Existe dificuldade em transformar alcance em contactos;
- O conteúdo depende sempre da disponibilidade do proprietário;
- A empresa pretende ligar as redes sociais aos anúncios e ao website;
- A marca quer reforçar a sua notoriedade e credibilidade.
Antes de contratar, importa perceber se o problema é apenas a falta de tempo ou se também falta uma estratégia clara.
Checklist para escolher um serviço de gestão de redes sociais
Antes de aceitar uma proposta, confirma se estão definidos:
- Os objetivos do serviço;
- As plataformas incluídas;
- O número e o formato dos conteúdos;
- A responsabilidade pela fotografia e pelo vídeo;
- O processo de aprovação;
- O número de alterações incluídas;
- A gestão de comentários e mensagens;
- A periodicidade dos relatórios;
- As métricas analisadas;
- A gestão e o investimento em publicidade;
- Os serviços cobrados separadamente;
- A pessoa responsável pelo acompanhamento.
Além disso, verifica se a agência procura compreender o negócio antes de apresentar uma solução.
Uma gestão eficaz deve considerar os objetivos comerciais, os recursos disponíveis e a realidade da empresa. Não deve limitar-se a aplicar o mesmo modelo a todos os clientes.
Perguntas frequentes sobre gestão de redes sociais para empresas
Com que frequência deve uma empresa publicar?
Depende da plataforma, do público e dos recursos disponíveis. Para muitas PMEs, duas ou três publicações relevantes por semana são mais úteis do que publicar diariamente sem estratégia.
É necessário estar em todas as redes sociais?
Não. A empresa deve concentrar o investimento nas plataformas onde estão os seus clientes. Também deve avaliar se consegue produzir conteúdo adequado para cada canal.
O preço da gestão inclui anúncios?
Normalmente, não. O investimento pago diretamente às plataformas costuma ser separado do serviço de gestão. Contudo, esta condição deve ser confirmada na proposta.
Quanto tempo demora a obter resultados?
A construção de notoriedade e confiança exige consistência. Os primeiros meses permitem recolher dados e identificar os conteúdos mais eficazes. No entanto, o prazo depende dos objetivos, do setor e do investimento.
O cliente precisa de fornecer conteúdos?
O cliente deve disponibilizar informação, acesso à empresa e aprovação. Contudo, a fotografia, o vídeo, o design e os textos podem ficar a cargo da agência, se estiverem incluídos.
Transforma as redes sociais num ativo para a tua empresa
Gerir redes sociais não significa apenas preencher um calendário de publicações.
Significa escolher os canais certos, criar conteúdos relevantes e manter uma comunicação coerente. Além disso, implica analisar o impacto de cada ação nos objetivos da empresa.
Se queres perceber que plataformas, formatos e frequência fazem sentido para o teu negócio, conhece o serviço de Marketing Digital da Outglocal.
Pede um diagnóstico inicial e identifica as prioridades para a presença digital da tua empresa.